Carta Aberta aos Servidores e a população acadêmica da Fundação

Em um contexto de permanência de altas taxas de contágio e mortes devido à pandemia que enfrentamos, a Fundação Cecierj inicia nesta semana um processo de retorno aos trabalhos presenciais. Não esqueçamos de que em momento algum a instituição parou, pelo contrário. Seus servidores trabalham de forma dedicada utilizando as tecnologias digitais da comunicação e da informação, até mesmo por serem especialistas em seu uso. Não houve queda na produtividade, observando-se, inclusive, o oposto. Estamos com dezenas de projetos sendo conduzidos por nós com qualidade e dedicação.

Ainda assim, apesar dos últimos decretos governamentais não exigirem tal determinação, as chefias poderão realizar rodízios entre equipes de servidores sem um critério claro de necessidade e escalonamento. Lembramos que diversos servidores e servidoras também ocupam cargos de chefia e se sentem pressionados pela marcha em prol de uma normalidade que não se verifica na realidade.

Enquanto coletividade dos servidores e das servidoras que também tem como missão estatutária a defesa dos interesses da instituição estaremos ao lado de todos e de todas em um dos momentos mais delicados que já enfrentamos conjuntamente. Se a opção for mesmo pelo retorno gradual, seguro e que respeite a vida, deveremos ter claros os critérios do início desse processo. Deveremos ter certeza de que o conteúdo do artigo 6º da portaria 492 – que define as ações e as condições de infraestrutura do plano de retomada – estará sendo observado de fato. Deveremos, ainda, exigir a proteção inequívoca aos casos previstos por essa portaria como grupos vulneráveis e demais casos que conquistamos como necessitando da manutenção do trabalho remoto.

Não podemos e não iremos aceitar soluções apressadas, paliativas e que coloquem em risco a saúde e a vida de todos e todas nós. Se o governo do estado não possui compromisso com a manutenção da saúde coletiva da população – como vemos diariamente nos jornais – tenhamos nós. Façamos valer nossos direitos de forma tranquila, razoável, porém firme. Qualquer hipótese de retorno ao trabalho presencial deverá ser precedida de indicações objetivas das equipes conforme os parâmetros da portaria, assim como os equipamentos de proteção devidamente instalados. É fundamental que confiramos as condições físicas e de infraestrutura das sedes.

Apesar de discordarmos veementemente da compreensão de que haja orientações oficiais que exijam o retorno ao trabalho presencial, agiremos com responsabilidade, sendo guiados pelo respeito às políticas públicas fundamentais de nossa instituição, mas, acima de tudo, pelo respeito à vida.

Estamos juntos e juntas nesse momento difícil.
Contem com este Sindicato e contemos uns com os outros.

Vamos em frente com saúde, respeito ao trabalho e respeito à vida.

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