Fundação Cecierj não para – por Licia Matos

De suas casas, os servidores da Fundação continuam em plena atividade para oferecer educação superior gratuita e de qualidade; divulgação científica e formação continuada de professores do Ensino Fundamental, Médio e Superior para todo o conjunto da comunidade fluminense.

Queremos a manutenção do isolamento social em defesa da vida e, por isso, mostramos que o home office garante um pleno funcionamento das atividades da Fundação.

Confira o depoimento de Licia Matos, revisora de textos do Departamento de Material Impresso da Fundação Cecierj:

“Desde o dia 17 de março estou em home office, fazendo de forma remota o trabalho de revisão de cursos a distância da Fundação. Tenho trabalhado predominantemente nos materiais didáticos de Português e Inglês do Pré-Vestibular Social, além de algumas disciplinas de graduação e de material institucional que surge de vez em quando. O diálogo com os colegas acontece por e-mail, para que fique tudo registrado, e uma vez por semana mando um relatório de atividades para a coordenadora do setor. De vez em quando trocamos dúvidas por meios mais informais, como WhatsApp.

Temos uma planilha no Google Drive onde a situação de produção de cada aula é atualizada por cada servidor, mas eu gosto também de manter um controle do que já fiz e do que falta fazer em minha agenda pessoal e num mural improvisado que pendurei na parede, em frente a minha mesa de trabalho. A visualização fica mais clara para mim desse jeito.

Não tenho observado problemas nessa maneira de prestar o serviço de revisão, que é todo feito no editor de textos do computador, ou seja, não carece de equipamentos ou programas especiais, e depende de silêncio e concentração – o que muitas vezes é difícil numa sala com mais de 60 pessoas, como é o caso do DMI.

O mais difícil do trabalho remoto é manter um horário útil e ininterrupto de atividade. Estar em casa o dia todo e em situação de pandemia requer cozinhar frequentemente, limpar a casa, higienizar compras, entre outras tarefas que acabam afetando a produtividade e, em tempos normais, não seriam necessárias ou urgentes. Além disso, existe também a questão do estresse com o isolamento prolongado, os constantes procedimentos de segurança e a falta de perspectiva sobre o retorno à normalidade. Ainda que o trabalho que realizo não seja estressante e não haja pressão indevida da chefia, a saúde mental por vezes sofre alguns abalos e é difícil manter o foco na tela do computador.”

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