Quem se importa com a Fundação Cecierj?

Hoje queremos falar com você, cidadão fluminense que usufrui dos programas da Fundação Cecierj. Esperamos que esteja bem, na medida do possível.

Ao longo das últimas semanas, temos nos empenhado em uma campanha de valorização dos servidores da Fundação, mostrando a cara de quem trabalha e faz a instituição ser o sucesso que é. Então, talvez você já nos conheça um pouco, e saiba da seriedade com que desempenhamos o nosso serviço. 

No último ano, em que todos temos sofrido, uns mais, outros menos, com a pandemia de Covid-19, nós, dada a natureza do nosso trabalho (que é essencialmente voltado para atividades a distância), e por sermos funcionários públicos, temos obedecido ao máximo o distanciamento social preconizado pela ciência. Assim, temos buscado não estar presencialmente nas sedes da Fundação e, com isso, acreditamos estar contribuindo para diminuir a circulação de pessoas, consequentemente evitando a circulação do vírus e poupando o sistema de saúde.

Alguns podem pensar que isso significa regalia, ou a palavra da moda, “mamata”. No entanto, basta pensar um pouco para que se entenda que essas medidas são, no fim das contas, uma forma de proteção não apenas a nós, servidores, e às nossas famílias, mas representam: a garantia de vagas em hospitais para os que vierem a precisar; a manutenção de pessoas de todas as idades em casa (apesar das dificuldades que pais em home office têm enfrentado com crianças fora da escola – mas é necessário!); a economia dos cofres públicos (mesmo que às custas dos gastos individuais dos servidores para equiparem seus postos remotos de trabalho), enfim, a manutenção de muitas vidas.

Apesar de todas as críticas que temos às quatro últimas gestões indicadas para a Fundação CECIERJ (se você nos conhece, sabe que lutamos por democracia com o PL 3501-17), não podemos negar que tem sido inteligente, no sentido mais social que essa palavra pode ter, manter seus servidores trabalhando em casa. Para quem não sabe, a sede principal da nossa instituição fica no sexto andar da Central do Brasil, um espaço que não é o mais arejado, nem o mais preparado para receber pessoas, ao menos no momento de crise sanitária que estamos vivenciando. 

Mas… Na última quinta-feira, fomos surpreendidos com uma decisão, no mínimo, esdrúxula. Alguns diriam assassina. Por ora, usaremos a palavra irresponsável. Em plena bandeira roxa de contaminação, os servidores foram convocados a retornar aos seus postos de trabalho. Com hospitais lotados e poucas vagas, apenas um pequeno grupo de servidores, com um número limitadíssimo de comorbidades, poderão ser poupados. Mesmo com a indefinição desse vírus terrível, cuja letalidade é uma roleta russa, estamos, desde a tarde de quinta-feira, estarrecidos com essa decisão nociva não apenas a nós, servidores, inicialmente impactados por ela, mas a toda a população a que atendemos. 

Queremos contar para você que nosso trabalho não parou por um instante durante a pandemia. Todos os servidores em home office têm trabalhado, inclusive, mais do que nas dependências da Fundação, porque, veja bem, trabalhamos com… divulgação científica e educação a distância. Que ironia! No momento em que estamos demonstrando a importância de nosso trabalho, graças à tecnologia que garante, nesta crise, a manutenção da capilaridade dos cursos Cederj, das exposições do Museu Ciência e Vida, da elaboração de livros e materiais didáticos, estamos sendo coagidos a retornar às sedes. Para quê? Para fazermos exatamente o que podemos fazer de casa, sem exposições desnecessárias. Além de irresponsável, essa decisão flerta com o retrocesso, e nós, que temos não apenas o direito, mas o dever de defender a qualidade do serviço público que prestamos, não nos omitiremos. 

Contamos com o seu apoio. Ajude  a divulgar essa aberração para todos os seus amigos e familiares.

Com o nosso muito obrigado,

SindCecierj

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